Encontrei-me
Pela primeira vez
Com o peso da solidão
Ao carregar no peito
A dor da saudade
A partir do momento
Em que fostes embora
Doeu...
Fiz coisas estranhas
Que jamais me imaginei capaz
Encharquei travesseiros
De lágrimas
Tranquei-me dentro de casa
Tive inúmeras noites de insônia
Quando dormia
Me suicidava nos sonhos
Rolei na cama fria,vazia
Acordava banhada em suor
Isto tornou-se uma rotina doentia
Custei a acostumar-me a viver só
Até,que descobri finalmente
Que dores não duram para sempre
E,resolvi recomeçar
Nada melhor que o tempo
Para as cicatrizes curar .
Levará até vocês em uma linguagem simples,toda sensibilidade de minha alma,do meu coração. Venho escrevendo e guardando meus poemas,ATRAVÉS DO TEMPO... E hoje alguns estão aqui,com carinho para vocês. Afinal: O pensamento necessita da linguagem e a linguagem,do pensamento. Se pensares nas palavras e não as expressares. Ficarão apenas MEMÓRIAS NO TEMPO...
quinta-feira, 7 de março de 2013
Castelo No Ar
Ontem ainda dividíamos sonhos
A mesma felicidade,ilusões
Falávamos a mesma língua
Partilhávamos o lugar a mesa
Entristecíamos com a chuva
Sorríamos ao nascer do sol
Brincávamos como
Crianças na praia
Jogávamos madrugadas a fora
Conversando de tudo,ou nada
Apreciávamos as estrelas
Vivíamos nosso conto de fadas
Construímos nosso castelo
Mas,o tempo passou
Tudo terminou,
A realidade venceu
O sonho acabou
Não importa se faz chuva ou se faz sol
Nem brincadeiras na praia
Nem madrugadas jogadas fora
Ficou só a lembrança
Do nosso conto de fadas
Que poderia ter tido outro final
Não fosse nosso castelo
Ser construído no ar.
A mesma felicidade,ilusões
Falávamos a mesma língua
Partilhávamos o lugar a mesa
Entristecíamos com a chuva
Sorríamos ao nascer do sol
Brincávamos como
Crianças na praia
Jogávamos madrugadas a fora
Conversando de tudo,ou nada
Apreciávamos as estrelas
Vivíamos nosso conto de fadas
Construímos nosso castelo
Mas,o tempo passou
Tudo terminou,
A realidade venceu
O sonho acabou
Não importa se faz chuva ou se faz sol
Nem brincadeiras na praia
Nem madrugadas jogadas fora
Ficou só a lembrança
Do nosso conto de fadas
Que poderia ter tido outro final
Não fosse nosso castelo
Ser construído no ar.
Devaneios
Debruço-me sobre a noite
Encontro teu pensamento
No momento exato
Como sempre esperei
No instante
Desejado por nós dois
Num impulso
Lanço-me no espaço
Em longas caminhadas
Por areias milenares
De civilizações
Que se foram
E no abismo do tempo
Aproximo os momentos
Junto as horas
Formo um agora
Te sinto ao meu lado
E sorrio feliz...
Te coloco sobre meu peito
E tua ausência
Se faz presença
Vestindo
O silêncio de recordação.
quarta-feira, 6 de março de 2013
Perdão
Não perdoar
É deixar-se
Aprisionar pelo
Passado
No qual
Velhas mágoas
Barram nossas
Fronteiras
Impedindo
Que nossas vidas
Sigam seus trajetos
Ficando
Num rodízio constante
De ação e reação
Ofensa e vingança
Em angústia
Constante.
Esqueça
Não se subjugue ao passado
Viva o presente
De alma leve
Coração lavado
Só,mas livre
Como quem
Realmente resolve
Perdoar
Só perdoa
Aquele que
Realmente sabe amar.
Idéias
Fascina-me a ideia maluca
De lançar-me
No negrume do infinito
Alcançando
Esse espaço que limita
Tudo que meu coração almeja
E meus os meus olhos
Não conseguem ver
Nave sem rumo
Astronauta sem destino
No espaço sideral
Vagando entre as estrelas
Numa satisfação exótica
Faço outra loucura,então
Disfarçada de Anjo
Assim bem camuflada
Repousarei sossegada
Nos braços da lua nova
Tal qual fatia de melão.
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