quarta-feira, 26 de setembro de 2012

VIAGEM

Lágrimas caem do espaço
Rolando por sobre a terra
Abrindo sulcos profundos
Chuva negra e ácida
Temporal cósmico
De imcomparável beleza
Raios milenares
Cortam os ares
Em mil luzes
Multicores
Contemplação muda
Absoluta
Sob forma indefinida
Confundo-me com as galáxias
Esperando que o eco da vida
Entrecortando planetas
Te coloque aqui novamente

Pulsante
Vivo, sobre o meu peito.
 

LÁGRIMAS DO CORAÇÃO

Chove
Há silêncio
Pois a mesma 
Não faz ruído
Senão,com sossego
Chove
O céu dorme
A chuva 
É como um sussurro
Que 
De si mesmo se esquece
Chove
Nada apetece
Nada que se sinta
Chove silenciosamente
Como alguém
Que nas lágrimas
Se  isola
Chove
Como algo
Que entende realmente
Aquele
Que no momento o sente
Chove
Indiferentemente
Saudades tua.
 
 

SOLIDÃO

Insolente !
Invade meu mundo
E nem se faz anunciar
Veio sem nenhum aviso
Chegou assim de improviso
Abriu a porta e entrou
Atirou num canto 
A imensa bagagem
Acomodou-se a vontade
E ainda zombou de mim
Vá embora!
Eu te imploro
Mas, te esparramas
Pelos cantos
Nem se quer me da ouvidos
Desisto!
Sem mais perguntas
Nem resposta
Fecho então a minha porta
E é contigo que eu me deito
Que divido o meu leito
Com a solidão...

 
 

VOCÊ

Tamanha sensação de paz
Coração brando,aberto
Equilíbrio,força,segurança
faz-me sentir de alma leve
Risonha feito criança
Emana de ti
Todas as coisas boas da vida
És como luz que me aquece
É amor brotando sempre
Carinho que jamais esmorece
Assim,sorrindo espontâneo
Manténs  aceso
Todo o brilho das estrelas
Todo o poder do universo.